LéRIA protagoniza a estrea da nova discográfica galega: Sons bonitos pero nazis

Outubro 31, 2013

nota:

Europa vive tempos interessantes. Coma em épocas passadas, o nosso continente é posto a prova pola corrupção e mais a miséria. As liberdades veem-se ameaçadas e a população debate-se entre o medo e o radicalismo. Em intres assim é quando a arte adquire a sua verdadeira dimensão.

Leni Riefenstahl capturou, numa era difícil, a potência plástica do ser humano e a beleza da sua sincronização colectiva. A pluma de Ezra Pound não foi pusilânime ao versificar as suas louvas. Os pincéis de Dali não tremeram na hora de glorificar a divindade que impus paz no rebanho descarrilado.

Fugir da realidade a bom ritmo

Desta herdança nasce na Galiza Sons bonitos pero nazis. Uma gravadora para aquelas pessoas que querem música positiva, ritmos que não falem do que vai mal e melodias despreocupadas que não propaguem ódio ou rancor. Música, em fim, para quem quer evadir-se do cotidiano a través da beleza.

Um ufanismo com tradição na música contemporânea. O malhão do pilho Quim Barreiros não era reaccionário e, frente a cravos radicais, afirmou-se revolucionário, dentro duma ordem. O Duo Dinámico foi o rock na Espanha dos 60 sem cair nas modas da pouca higiene nem do protesto fácil. Os Incríveis cantaram o seu amor polo Brasil, enquanto, para outras compatriotas, a música era só crítica destrutiva. The Ramones foram punks, sem por isso odiar a sociedade. E, já hoje, em Davos, a revolução de amor de U2 é correspondida com o dinheiro das milionárias, para Bono o repartir entre as pobres. No hip-hop, as produções de Dr. Dre lembram que, entre homens e mulheres, cada um tem, ainda, o seu sítio.

LéRIA, primeiro lançamento

Esta é a senda que segue LéRIA, o primeiro conjunto do nosso catálogo bonito pero nazi. El Asco, Joe Seilo e Severino Galante são um trio que executa um pop electrónico, apoiado en contundentes guitarras, que fagocita uma ampla variedade de géneros. As suas letras falam de festa, de atracção e de lambetadas, enquanto a sua proposta estética está fortemente ancorada na elegância.

LéRIA constitui-se assim numa refrescante e paradisíaca ilha na mar brava da música galega, poluída, frequentemente, polo rancor lírico e mais a aparência desastrada. Uma proposta não isenta de irreverência, como demonstra a colaboração, na parte visual, do polémico, mas inofensivo, mincinho.

Na França, os (nacional) socialistas deportam pro Kosovo uma cativa cigana. Tem o cabelo mouro.

Na Grécia da Alba Dourada, procuram-lhe um lar a uma cativa cigana. Tem o cabelo loiro.

Na Galiza, chegam os Sons bonitos pero nazis. Música para cantar na ducha.

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