Graveola

Xullo 19, 2016

nota:

o Vía Sacra 5 Estrelas Fest, o festival do verán na terraza da Vía Sacra que organizan a Casa das Crechas e o Cervantes e que patrocina a cervexa Mahou, acolle un novo concerto protagonizado polos brasileiros Graveola, unha banda de Minas Gerais que mestura sonoridades eléctricas e psicodélicas con diferentes ritmos brasileiros.

Con rumbos ben trazados na sonoridade eléctrica e psicodélica, a banda brasileira Graveola presenta seu quinto álbum, Camaleão Borboleta (Natura Musical), con dez temas inéditos. Con referencias de grupos como Novos Baianos, Doces Bárbaros e ritmos do maracatu, frevo, ijexá, pagode baiano e samba-reggae, o disco mostra o amadurecimento da sonoridade da banda. Unha sonoridade distinta, caracterizada principalmente por unha enorme empatía e por un diálogo franco coas máis diversas vertentes da música brasileira.

O disco é producido por Chico Neves, responsable por discos de artistas como Lenine, Skank e O Rappa, e tem a participación de Samuel Rosa. Sobre o Graveola, o cantor afirma: “grata sorpresa foi a miña ao deparar con aquel son novo, mas que me remitía a cousas tamén clásicas, cando escoitei o Graveola pola primeira vez, traído e recén descoberto polo meu fillo hai alguns anos. Grata e feliz surpresa ao ser convidado, anos depois, por essa mesma banda, para cantar com eles na faixa “Talismã”, que poderia muito bem ter saído do antológico “Cores e Nomes” de Caetano Veloso, porém repaginado e mais envenenado. Graveola é a ponta de lanza da xeración atual da música producida en Belo Horizonte, que tantos bons frutos já produziu.”.

Em uma metamorfose ininterrupta, Graveola e o Lixo Polifônico desenvolveu, ao longo de 11 anos, uma sonoridade distinta, caracterizada principalmente por uma enorme empatia e por um diálogo franco com as mais diversas vertentes da música brasileira. Fato claramente observável em sua discografia: Graveola e o Lixo Polifônico (2009), Um e Meio (2010), Eu Preciso de Um Liquidificador (2011), Dois e Meio – Vozes Invisíveis (2014) e o EP London Brigde (2015). Desse modo, a banda foi amadurecendo e enriquecendo por meio de um processo contínuo, privilegiando a porosidade e a capacidade de aglutinar novas informações a cada trabalho.

Em Camaleão Borboleta, Graveola contou com a colaboração do respeitado produtor Chico Neves, responsável por discos importantes na carreira de artistas como Lenine, Skank e Rappa. Com sua experiência, Neves burilou e deu um delicioso acento pop às canções do Graveola, claramente visível em “Lembrete” (LG Lopes/Gustavito/Chicó do Céu), “Tempero Segredo” (José Luis Braga) e “Carta Convite” (LG Lopes). E foi por esse viés bem-humorado que o Graveola reiterou a sua já conhecida narrativa crítica ao abordar temas urgentes para a sociedade brasileira, como a questão indígena (“Índio Maracanã”) e a descriminalização das drogas (“Tempero Segredo”). Munido de todo esse material, tanto musical quanto humano, foi mérito de Neves transformar o estúdio em um grande espaço de diálogo e criação. Assim, mesmo que o centro composicional do Graveola seja, atualmente, formado por LG Lopes, Luiza Brina e José Luis Braga, os arranjos foram desenvolvidos por toda a banda, que consta ainda de Bruno de Oliveira (baixo), Gabriel Bruce (bateria) e Ygor Rajão (trompete, escaleta e teclados). Essa experimentação, essa troca tão necessária e importante na prática musical, dá alma e identidade a Camaleão Borboleta, tornando-o um disco generoso e muito pertinente ao nosso tempo, ao apontar para um processo de criação artístico igualitário e de rara escuta onde se destacam o talento e o despojamento de jovens músicos que, acima de tudo, trazem em si um absoluto compromisso com seu ofício.
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19:00 h.
Terraza da Vía Sacra; Santiago de Compostela.
De balde.